O acesso aos serviços de saúde às pessoas com deficiência: uma questão de cidadania
Date
2022-11-11
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Language
Portuguese
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Trata-se de uma revisão de literatura sobre o acesso às pessoas com deficiência aos serviços
de saúde como uma questão de cidadania, com enfoque no Brasil e Portugal. Para a análise
desta temática buscamos abordar a história das pessoas com deficiência, aspectos conceituais
de cidadania, princípio da igualdade, dignidade da pessoa humana, deficiência, sistema de
saúde do Brasil e de Portugal, princípio da reserva do possível, do mínimo existencial,
judicialização da saúde, com posicionamentos legais, doutrinários e jurisprudenciais sobre o
tema. A falta de respeito às pessoas com deficiência tem acompanhado toda humanidade,
porém, nos dias atuais, manifesta-se inadmissível, dado aos avanços no campo pedagógico,
tecnológico, e, principalmente por ser, infelizmente, um problema crescente em nossa
sociedade. Observa-se um descompasso entre o compromisso dos países em garantir a saúde
das pessoas com deficiências e o que é ofertado na prática a esses cidadãos, pois, tanto no
Brasil, como em Portugal, o direito das pessoas com deficiência aos serviços de saúde está
plenamente garantido na legislação, porém falta a efectivação desses direitos, através de
acções positivas concretas do Estado que levem à sua materialização. Essa dificuldade de
acesso tem levando a uma crescente judicialização da saúde no Brasil. Concluímos que é
necessário desconstruir a ideia da deficiência como uma doença, mas construí-la em uma
dimensão social, através da mudança nos processos culturais de aceitação e de valorização das
pessoas com deficiência; que a busca do judiciário para a efetivação do direito das pessoas
com deficiência demonstra a fragilidade do sistema de saúde, refém da inércia do legislativo e
executivo que usa o princípio da reserva do possível como escudo para justificar sua omissão
no seu dever constitucional de garantir às PCD o mínimo necessário à saúde; observamos
também que o acesso aos serviços de saúde, mesmo com a vasta legislação nos dois países,
ainda encontra obstáculos visíveis: estruturais (falta de rampas, corrimões, banheiros
adaptados, caminhos com marcação, entre outros) e invisíveis (discriminação, desrespeito,
falta de amor e atitudes), constituindo uma afronta à legislação destes países cujos sistemas de
saúde são fundamentados nos princípios da cidadania, universalidade e igualdade e que
sustentam a posição de Estados Democráticos de Direito.
Keywords
Acesso aos serviços de saúde, Pessoas com deficiência, Cidadania
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
203122623
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências jurídicas
Access Type
Open Access