Violência sexual em conflitos armados enquanto ameaça à Segurança Humana
Date
2014-07-03
Embargo
Authors
Advisor
Coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
É precisamente no conflito da Bósnia-Herzegovina (1992-1995) e do Ruanda (1994),
(aquando da reconceptualização da segurança, que alertou a comunidade internacional
para os novos tipos de ameaças) que o estupro é empregue como instrumento de
limpeza étnica e de genocídio – estratégia de guerra. As atrocidades perpetradas nestes
conflitos (atrocity zones), designadamente o estupro, chamaram a atenção da
comunidade internacional alcançando um lugar na agenda dos Estudos de Segurança, o
que resultou na sua politicização e se traduziu, igualmente, na vontade de julgar os
responsáveis. No decorrer das atrocidades verificadas, e na evidência de que
constituíam uma ameaça à paz e à segurança internacional, foram estabelecidos os
Tribunais ad hoc para a antiga Jugoslávia e para o Ruanda, originando a consagração do
estupro per se como crime de guerra, crime contra a humanidade e acto de genocídio
(atrocity crime).
Esta comunicação pretende demonstrar que estes conflitos e os consequentes
tribunais assumiram um importante contributo para que um Regime Internacional de
Atrocidades (atrocity law) fosse estabelecido, cujo objectivo passa pela
responsabilização dos perpetradores de violações excepcionais dos Direitos Humanos e
do Direito Internacional Humanitário, bem como a tentativa de prevenção e mitigação
das mesmas. Esta tendência, que apresenta considerável institutional building e
institutional learning poderá, ainda, funcionar enquanto provedor de Segurança
Humana, dado a centralidade do indivíduo que lhe é inerente
Keywords
Estupro, Bósnia-Herzegovina, Ruanda, Tribunais ad hoc, Regime Internacional de Atrocidades
Document Type
Journal article
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
Designation
Access Type
Open Access