O 25 de Abril e os arquitectos
Date
2021-12
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Coadvisor
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CEACT/UAL
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
Dois anos após a revolução do 25 de Abril, não se pretende abordar os “faits divers”
mas compreender o significado destes acontecimentos para o futuro de Portugal.
O que caracteriza este período, é o carácter espontâneo da participação popular que
tomou a forma da democracia directa, chamado primeiro Poder Popular e de seguida
retomada na Constituição sob o termo mais restritivo de Poder Local.
Milhares de pessoas participaram assim nos assuntos públicos e a aprendizagem da
gestão democrática passou pela expressão individual e pela contestação mútua que
favoreceu a formação de grupos de decisão cada vez mais restritos - os conselhos de
bairro rapidamente foram substituídos pelos conselhos de rua, que, à sua volta, foram
suplantados pelos Comités de prédios… Este processo de atomização teve o aspecto
positivo de permitir uma identificação precisa dos problemas e de encontrar soluções
concretas. Os próprios partidos moderados não conseguiram impedir os seus militantes
de participar no trabalho das comissões populares. Os partidos que reclamavam uma
ideologia de esquerda pensavam, no seu entusiasmo, que um futuro “socialista” podia
decorrer largamente de uma organização democrática tão amplamente fundada na
participação.
Keywords
Arquitetura portuguesa, Raul Hestnes Ferreira, 25 de abril
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Journal article
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Open Access