A influência da luta contra o “novo” terrorismo na derrota da ETA
Date
2014
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Coadvisor
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
A primeira década do século XXI assistiu
ao reforço do protagonismo do terrorismo na
agenda da política internacional. Acontecimentos
como o 11 de Setembro de 2001 (Nova Iorque
e Washington), o 11 de Março de 2004 (Madrid)
ou o 7 de Julho de 2005 (Londres) foram determinantes
para afectar as prioridades da política
externa da generalidade dos governos nacionais.
A vida de milhões de cidadãos viu-se afectada,
opções governativas foram subvertidas, novos
conflitos foram desencadeados. Apesar de haver
registo de tentativas de condicionamento político
por via da violência desde a Antiguidade, nunca
como nas últimas décadas a influência da ameaça
parece ter sido tão forte.
Vários autores consideram que o terrorismo
moderno tem origem no chamado “Período do
Terror” que, entre 1793 e 1794, terá subvertido
a Revolução Francesa. O terror era, então, exercido
a partir do Estado/governo, ao contrário do
que acontece com o fenómeno que se desenvolve
a partir de finais do século XIX. Também convirá
ter em conta que, ao longo do século XX, a expressão
“terrorismo” é empregue nos mais variados
contextos, quase sempre com uma conotação
negativa e muitas vezes com objectivos políticos
implícitos por parte de quem a utiliza para classificar
outrem: o conceito é instrumentalizado
politicamente. Cumpre, porém, aos campos da
Ciência Política, das Relações Internacionais
e do próprio jornalismo a compreensão e análise
do terrorismo enquanto forma de acção política
violenta e cumpre procurar uma aproximação
a definições minimamente satisfatórias e eficazes
enquanto instrumentos de análise.
Keywords
Terrorismo, ETA
Document Type
Journal article
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Open Access