Diagnósticos e abordagem centrada na pessoa
Date
2022-07
Embargo
Advisor
Coadvisor
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Publisher
Centro de Investigação em Psicologia – CIP. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
Alternative Title
Diagnosis and person centered approach
Abstract
Tem sido largamente disseminada a ideia de que Carl Rogers possuía uma posição francamente negativa face à elaboração de diagnósticos, considerando-os inúteis e, mesmo, nocivos.
Contudo, no decorrer da análise do seu trabalho, constata-se que utilizava, sem preconceitos, os
diagnósticos tradicionais da psicopatologia, como é possível verificar em obras como Psychotherapy and Personality Change (1954), Psychotherapy and its Impact (1967) e On Personal Power (1977).
Em nossa opinião, a sua atitude basear-se-ia numa abordagem pragmática da comunicação. No
entanto, com a mudança de paradigma assumida em dezembro de 1940, do biomédico para o “das novas terapias”, C. Rogers passou a utilizar, sem expressamente o mencionar, um novo aparelho diagnóstico. Esta “ferramenta”, baseada nas seis condições necessárias e suficientes para
a mudança terapêutica, constitui um “meio de diagnóstico” relacional e, na nossa perspetiva,
coerente com a atitude de confiança na capacidade de auto-organização do cliente, elemento
fundamental para o desenvolvimento do processo terapêutico. Neste sentido, o presente artigo
tem como objetivo descrever o “percurso” de C. Rogers e a consistência do seu pensamento no
que se refere ao processo de diagnóstico e sua utilização.
Keywords
ACP, diagnósticos, modelo biomédico;, modelo auto-organizativo, resposta terapêutica, diagnoses, biomedical model, self-organizing model, therapeutic response
Document Type
Journal article
Publisher Version
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TID
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Open Access