Abrigo para pessoas e barcos sem portas janelas nem tecto. Condicionantes
Date
2015-02-03
Embargo
Authors
Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
Criar algo através de condicionantes. Usar a condicionante como
possibilidade. Reconhecendo a condicionante como uma limitação é
possível afirmar que quantas mais forem impostas mais o indivíduo tem
capacidade de se libertar. A condicionante é o motor e é capaz de nos
levantar um problema. As condicionantes são contraditórias e auto-impostas.
Só se tornam possibilidades quando as confrontamos. Consequentemente
não é possível falar delas, enunciá-las, sem as aplicar. É fundamental que
o processo das condicionantes seja performativo. Só assim geram o pânico
e alimentam a crise individual. Só assim existe descoberta e transformação.
Só assim se inventam problemas. Usa-se. Faz-se.
Construir um abrigo para pessoas e barcos na Ilha da Berlenga. Um abrigo
necessário onde não existe nenhum. Um abrigo produzido pela ausência.
Ausência de elementos que de certa forma são essenciais. Um abrigo sem
portas, janelas e tecto. Um abrigo com um muro. Um muro encaixado na
escarpa da Ilha da Berlenga. A lógica interna passa por produzir a ausência
de alguma coisa. É necessário proteger o individuo do mar e do vento, num
local tão inóspito como este, portanto ergue-se um muro. Posteriormente,
quando subtraídos ao muro os espaços necessários, surge a ausência de
uma série de elementos.
Keywords
condicionantes, pânico, processo criativo, ausência
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
201246910
Designation
Mestrado Integrado em Arquitectura
Access Type
Open Access