A antipraça portuguesa – Temas e reflexões
| dc.contributor.author | Fernandes, José Manuel | |
| dc.date.accessioned | 2025-06-26T13:54:13Z | |
| dc.date.available | 2025-06-26T13:54:13Z | |
| dc.date.issued | 2014 | |
| dc.description.abstract | A cultura urbana e arquitetónica de matriz portuguesa adquiriu ao longo da sua formação características próprias, originais em muitos aspetos – sendo uma delas o modo específico de apropriação do conceito de “praça”. Modo que rejeitou no essencial o seu papel central no processo, espaço e forma urbanas; que se interessou, ao invés, pelas inúmeras variantes “laterais” desse tema. Essa cultura lusa privilegiou a “rua” e os sistemas viários lineares em geral, sobre a “praça”, num quadro de perceção, de entendimento e de proposta cultural de espaços urbanos centrais como essencialmente de cariz intimista, orgânico, adaptativo, dinâmico e contemplativo. Referem-se algumas oposições de conceitos, no processo geo-histórico da formação da cidade portuguesa, como: intimismo/extroversão, orgânico/geométrico, adaptativo/fundacional, dinâmico/estático e contemplativo/transformador. Aborda-se o tema das raízes geo-históricas de alguma idiossincrasia das urbes portuguesas. Aponta-se um individualismo de temperamento, uma atitude coletiva de reserva e introversão, que se traduz no modo e conceber e usar o espaço urbano. Exemplifica-se com o tema da dimensão vernácula como vocação, na urbe portuguesa: da nostalgia pelo rural e do valor do quintal e do terreiro/largo, “contra” o pátio e à praça. Menciona-se ainda o tema da “praça como espaço incompleto”, ou incompreendido, em Portugal: a praça tende a ser incompleta, irregular, não simétrica, enfim, numa frase, tendente à sua diluição na fluidez espacial urbana, em vez de com autonomia conceptual própria. Exemplifica-se com o tema, da “síndrome das arcadas falhadas” – isto é, a inexistência, por regra, na urbe portuguesa, da praça com arcadas (pórticos, galerias) a toda a volta. | |
| dc.identifier.issn | 2182-4339 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11144/7361 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights | open access | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ | |
| dc.subject | Praça | |
| dc.subject | Cidade Portuguesa | |
| dc.subject | Espaço Público | |
| dc.title | A antipraça portuguesa – Temas e reflexões | |
| dc.title.alternative | The “anti-praça” of Portugal – Themes and reflections | |
| dc.type | journal article | |
| oaire.citation.conferencePlace | Lisboa | |
| oaire.citation.endPage | 161 | |
| oaire.citation.issue | 5/6 | |
| oaire.citation.startPage | 153 | |
| oaire.citation.title | Estudo Prévio |