Sistema como instrumento de desenho Lisboa entre a emergência e a expectativa
| dc.contributor.advisor | Lobo, Inês Varela Maia | |
| dc.contributor.advisor | Carneiro, Marta Sequeira | |
| dc.contributor.author | Furtado, Joana Alexandra Ferreira | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-30T11:17:05Z | |
| dc.date.available | 2026-01-30T11:17:05Z | |
| dc.date.issued | 2026-01-23 | |
| dc.description.abstract | Esta investigação parte da hipótese de que a Arquitetura pode desempenhar um papel estruturante na cidade contemporânea ao operar entre dois domínios interdependentes: a infraestrutura hídrica, enquanto elemento definidor do território, e o quarteirão, como figura operativa do espaço público. Através desta abordagem dual, propõe-se um novo entendimento da cidade enquanto sistema dinâmico e interligado, onde a complexidade urbana — frequentemente associada a disfunções como a escassez de recursos, as alterações climáticas ou a crise habitacional — é encarada como uma oportunidade de transformação. Ao posicionar a água como infraestrutura fundadora, capaz de organizar usos, fluxos e formas de ocupação, a investigação ensaia a articulação entre três sistemas fundamentais — cidade, água, construção — aos quais se junta a imprevisibilidade, entendida não como sistema formal, mas como condição operativa. Juntos, estes quatro eixos constituem a base conceptual e projetual de uma estratégia urbana que responde, em simultâneo, a problemáticas ecológicas e sociais. Dois territórios expectantes da Área Metropolitana de Lisboa são selecionados como casos de estudo para testar esta hipótese: o Vale do Rio Trancão e a Frente Ribeirinha do Barreiro. No primeiro, propõe-se o traçado de uma linha hídrica que atravessa a Coroa Norte de Lisboa, interligando os sistemas do Aqueduto das Águas Livres e do Alviela, valorizando a paisagem e estruturando um sistema de novos quarteirões em pontos estratégicos da encosta poente do Vale do Trancão. No segundo, ensaia-se a reconversão da antiga plataforma industrial da CUF numa infraestrutura urbana híbrida, composta por novos acessos, terminais fluviais, zonas produtivas e treze quarteirões habitacionais. Em ambos os contextos, a proposta converge numa reflexão sobre a imprevisibilidade do interior dos quarteirões — entendido não como espaço indefinido, mas como infraestrutura de liberdade. O vazio central de cada quarteirão transforma-se em lugar da vida coletiva, da apropriação espontânea e da interação social, afirmando-se como suporte da cidade viva, onde estrutura e indeterminação coexistem. | |
| dc.identifier.tid | 204211018 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11144/7737 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.subject | Cidade | |
| dc.subject | Infraestrutura | |
| dc.subject | Vale do Trancão | |
| dc.subject | Frente Ribeirinha do Barreiro RESUMO | |
| dc.title | Sistema como instrumento de desenho Lisboa entre a emergência e a expectativa | |
| dc.type | masterThesis | |
| thesis.degree.name | Dissertação de Mestrado Arquitectura |
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