Brazil-china bilateral link during the 21st century: business as usual

dc.contributor.authorCeppi, Natalia
dc.contributor.authorDoval, Gisela Pereyra
dc.date.accessioned2024-12-18T13:03:43Z
dc.date.available2024-12-18T13:03:43Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractAo longo de 50 anos de relações bilaterais, o vínculo entre o Brasil e a China foi-se construindo de forma lenta, mas constante, atingindo um dinamismo invulgar no século XXI. Este foi o resultado de políticas de Estado, que encontraram no seu homólogo terreno fértil para o florescimento da sua própria política externa, bem como uma importante complementaridade económica e comercial. Por esta razão, o objectivo deste artigo é examinar a ascensão da China na agenda externa do Brasil ao longo deste século, prestando especial atenção aos interesses comerciais existentes, particularmente no sector energético. A penetração chinesa desde 2000 manteve a continuidade e o dinamismo, independentemente das reviravoltas ideológicas, uma vez que o comércio e os negócios energéticos se tornaram a sua espinha dorsal. Enquanto os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), levaram as dimensões política e económica da diplomacia em relação à China no mesmo caminho, a administração de Bolsonaro dissociou essas dimensões, embora tenha tido de relegar a sua “batalha cultural anticomunista” face ao estatuto da China como principal parceiro económico e o exuberante portefólio de investimentos em energias renováveis e não renováveis. Com um desenho metodológico qualitativo, este artigo apresenta duas secções: a primeira inicia-se com a declaração do vínculo bilateral como parceria estratégica e passa pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT); a segunda centra-se no período pós-impeachment e sustenta a aliança apesar dos discursos de Jair Bolsonaro contra o ‘comunismo’ chinês. Os resultados são claros: a relação entre o Brasil e a China ao longo deste século é inédita no panorama regional e altamente singular. Cada país vê no outro um parceiro de primeira ordem para satisfazer um conjunto de interesses que, por vezes, correm paralelamente às dimensões política e comercial e, outras vezes, são dissociados, prevalecendo sobretudo um deles: o económico. Por isso, os curtos-circuitos que existiram durante o mandato de Bolsonaro não desviaram a relação do seu rumo habitual.
dc.identifier.issn1647-7251
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11144/7103
dc.language.isoeng
dc.peerreviewedyes
dc.subjectChina
dc.subjectBrasil
dc.subjectSetor Energético
dc.subjectAgenda Externa
dc.subjectMudanças Ideológicas
dc.titleBrazil-china bilateral link during the 21st century: business as usual
dc.typejournal article
dcterms.referenceshttps://doi.org/10.26619/1647-7251.DT0324.9
oaire.citation.editionOBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
oaire.citation.issuenº2, TD 1
oaire.citation.titleJANUS.NET e-journal of International Relations. Vol.15, n.2- Thematic dossier : Brazil-China relations: The rise of modern International Order
oaire.citation.volume15

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