O papel do sistema bancário e da diversificação da economia para o desenvolvimento económico: a situação de Angola
| dc.contributor.advisor | Oliveira, Vitor | |
| dc.contributor.author | Francisco, Fábio Cássio da Cruz | |
| dc.date.accessioned | 2024-12-17T12:30:24Z | |
| dc.date.available | 2024-12-17T12:30:24Z | |
| dc.date.issued | 2024-10-22 | |
| dc.description.abstract | No presente trabalho pretende-se analisar de que forma a diversificação da economia e o desenvolvimento do sistema bancário contribuem para o crescimento económico de um conjunto de países da África Subsariana. Tendo em consideração os resultados obtidos para a amostra acima referida, este estudo tem como segundo objetivo propor alternativas para o crescimento económico da Angola de forma que se torne menos dependente do setor petrolífero, diminuindo assim a sua correlação com o preço do petróleo, tornando a economia angolana menos volátil. Os países da África Subsariana têm sido caracterizados pela elevada desigualdade nas suas economias, pela criminalidade organizada transfronteiriça, pela corrupção e pelas lacunas observadas numa separação clara nas relações entre os poderes institucionais, designadamente entre os domínios militar e político. Um relatório divulgado pelo Banco Mundial, em 2008, revelou que aproximadamente metade da população residente na África subsaariana ainda lutava para sobreviver e vivia abaixo da linha da pobreza em 2005. Evitar a "doença holandesa” é o argumento mais comum no apoio à diversificação das economias concentradas em produtos primários como o petróleo ou os minerais. Os recursos naturais como o petróleo tendem a excluir a atividade industrial no país, o que pode levar à perda de progresso tecnológico e à redução das perspetivas de crescimento. A diversificação é vista como uma forma de prevenir essas diminuições na produtividade, alargando a base económica de um país. Outros argumentos económicos a favor da diversificação são a redução da volatilidade e a vulnerabilidade à deterioração dos termos de comércio que advém da dependência de uma única indústria (CMI INSIGHT, 2014). O contributo das instituições financeiras para o progresso económico resulta da mobilização das poupanças dos agentes aforradores e da sua posterior canalização para os agentes com necessidades de financiamento, promovendo o investimento. Esta função de intermediário financeiro é desempenhada tanto pelos bancos, como pelos mercados através dos ativos financeiros (Moreira, 2019). Assim o sistema financeiro tem a capacidade de captar poupanças e canalizá-las para o financiamento de investimento produtivo e assim potenciarem o crescimento económico. Utilizando uma amostra de 48 países da Africa Subsariana para o período compreendido entre 2002 e 2021, e um modelo empírico, conclui-se que a diversificação contribui positivamente para o crescimento económico de um país. No que se refere ao sistema bancário, não se conseguiu demonstrar o seu impacto no crescimento económico. Tendo em conta que a concentração da economia angolana é extremamente elevada, os resultados obtidos neste estudo apontam que Angola precisa de caminhar no sentido da diversificação da sua economia, de forma a poder reduzir a dependência do Petróleo. | |
| dc.identifier.tid | 203742800 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11144/7089 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights | open access | |
| dc.subject | Africa Subsariana | |
| dc.subject | Setor Bancário | |
| dc.subject | Desenvolvimento | |
| dc.subject | Angola | |
| dc.title | O papel do sistema bancário e da diversificação da economia para o desenvolvimento económico: a situação de Angola | |
| dc.type | masterThesis | |
| thesis.degree.name | Mestrado em Gestão de Empresas. |
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