Revisitando a hipótese da estagnação secular à luz do paradigma da complexidade

dc.contributor.authorMorais, Henrique
dc.date.accessioned2024-11-29T10:21:43Z
dc.date.available2024-11-29T10:21:43Z
dc.date.issued2024
dc.description.abstractApós as disrupções trazidas, também ao cenário macroeconómico, por fenómenos como a pandemia do COVID 19 e a invasão da Ucrânia, é provável que o tema da estagnação secular do crescimento económico, retomado em 2013 depois do contributo original de Alvin Hansen, venha novamente a ocupar, até pela sua verificação empírica, um lugar central na investigação e na análise geoeconómica. O paradigma dominante, pelo menos desde o início do século XX, não apenas nas ciências dita exatas, nas também noutras áreas das ciências sociais, como a economia, tem sido caracterizado pelo determinismo, pela confiança quase ilimitada nos modelos lineares, nas suas conclusões e na sua quase infalibilidade. Tem sido evidente a falta de precisão destes modelos, nomeadamente naquilo que supostamente seria a sua grande força, ou seja, a capacidade preditiva. Acontecimentos como a crise financeira de 2007/2008, a crise das dívidas soberanas europeias que se lhe seguiu, o aumento significativo do contributo dos mercados emergentes para a riqueza global, têm mostrado como estes modelos lineares são limitados na sua capacidade de análise e, também por isso, suscetíveis de virem a ser olhados com algum ceticismo pelos decisores. Perante este quadro concetual, pretendemos revisitar a tese de estagnação secular, nos seus alicerces teóricos fundamentais, mas também na evidência empírica com os dados mais recentes e, para além disso, olhar para uma visão alternativa à do mainstream. Essa visão é encarnada pela teoria da complexidade, com a sua convicção de que os fenómenos não têm necessariamente um comportamento linear, pelo que é difícil identificar um modelo que cubra todas as características em estudo, o desequilíbrio é a característica habitual dos sistemas e, por fim, a desordem, e não a ordem, é tipicamente a situação dos sistemas. Vendo nestas abordagens um complemento, e não uma rutura com o mainstream, tentámos afinal mantermo-nos fiéis aos princípios fundadores da ciência, desde logo a abertura à mudança, a novos métodos de trabalho, a novos paradigmas.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.26619/1647-7251.15.2.3
dc.identifier.issn1647-7251
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11144/7054
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.publisherOBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
dc.subjectEstagnação Secular
dc.subjectPolítica Económica
dc.subjectComplexidade
dc.subjectModelos Lineares
dc.titleRevisitando a hipótese da estagnação secular à luz do paradigma da complexidade
dc.typejournal article
oaire.citation.endPage89
oaire.citation.issue2
oaire.citation.startPage72
oaire.citation.titleJANUS.NET e-journal of International Relations.
oaire.citation.volume15

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