Da política do espírito à iconoclastia: a escultura pública na áfrica portuguesa (1933 - 1974)
Date
2025-01-21
Embargo
2028-01-22
Authors
Advisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
A presente tese tem como principal objeto de estudo os monumentos públicos erigidos nos territórios sob administração portuguesa em África, entre 1933 e 1974.
Durante este período, as iniciativas monumentais desempenharam um papel central na consolidação do estatuto colonial/ultramarino português, contribuindo para legitimar o advogado direito histórico de ocupação e colonização.
Ao longo das décadas de 30, 40 e 50 do século XX, os escultores desenvolveram o seu trabalho sob a supervisão do Estado, seguindo as diretrizes estabelecidas pela chamada Política do Espírito e os seus princípios estéticos e programáticos. A imposição de critérios norteadores da produção escultórica, vistos como dos vetores das políticas de reafirmação da condição pluricontinental da Nação, foram desafiadas nas décadas de 60 e 70 com o surgimento de novas perspetivas sobre a arte pública.
Esta temática tem sido insuficientemente explorada, o que é evidenciado pelo número de investigações conduzidas sobre a monumentalidade pública do Estado Novo nas geografias além-mar, especialmente quando comparado com a riqueza dos trabalhos que se desenvolveram sobre o contexto metropolitano.
Cabo Verde, São Tomé, Guiné, Angola e Moçambique constituem núcleos sobre os quais importa refletir, uma vez que evidenciam uma preocupação das entidades públicas e privadas em promover a criação de métricas e léxicos que, embora tendencialmente alinhados com uma Política do Espírito, não deixam de refletir as idiossincrasias inerentes à condição de territórios coloniais/ultramarinos.
Keywords
Monumento, História da Escultura, Ultramar, Política do Espírito
Document Type
doctoralThesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
101608047