Precisão. Infraestrutura hídrica enquanto fundadora da coroa norte de Lisboa
| dc.contributor.advisor | Lobo, Inês Varela Maia | |
| dc.contributor.advisor | Carneiro, Marta Sequeira | |
| dc.contributor.author | Zavricico, Ricardo | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-30T11:51:58Z | |
| dc.date.available | 2026-01-30T11:51:58Z | |
| dc.date.issued | 2026-01-23 | |
| dc.description.abstract | A infraestrutura hídrica foi, historicamente, uma das fundações silenciosas mas determinantes da cidade. Mais do que garantir o abastecimento de água, moldou percursos, definiu topografias urbanas e deu origem a espaços públicos, articulando a vida quotidiana com a gestão do território. Contudo, na contemporaneidade, o seu papel foi sendo progressivamente reduzido: remetida ao subsolo, ocultada, a infraestrutura da água tornou-se invisível, tecnocrática e, frequentemente, insustentável face às urgências. Esta disjunção entre técnica e território tem contribuído para uma lógica urbana que exclui a água do espaço da cidade, anulando o seu potencial estruturante e simbólico. Num tempo em que as alterações climáticas tornaram a escassez hídrica um horizonte certo — mais do que um risco, uma certeza —, torna-se necessário repensar radicalmente o lugar da água na cidade. A resposta não se esgota na eficiência técnica nem no reforço de sistemas subterrâneos: exige uma nova leitura do território, uma reinscrição da água à superfície, e uma proposta capaz de a tornar novamente visível, qualificada e partilhada. Esta investigação parte do reconhecimento da Coroa Norte de Lisboa como território simultaneamente fragmentado e promissor, onde as infraestruturas herdadas — como o Aqueduto das Águas Livres ou a Estrada Militar — permanecem como traços latentes de uma cidade por completar. Propõe-se, nesse contexto, a criação de um novo sistema hídrico à superfície, estruturado em torno da implantação de um novo aqueduto que reativa sistemas obsoletos e incorpora novas infraestruturas de retenção, armazenamento e distribuição de água. Esta hipótese articula a gestão do recurso com a requalificação do espaço urbano: o aqueduto é simultaneamente suporte técnico e espaço público, dispositivo de coesão territorial e espaço de indeterminação programática. Trata-se de operar com o que persiste — infraestruturas e linhas naturais — para produzir novas possibilidades urbanas. O novo aqueduto, enquanto estrutura híbrida, devolve à água o seu papel fundacional, inscrevendo-a de novo no quotidiano da cidade e configurando, a partir dela, os territórios esquecidos. | |
| dc.identifier.tid | 204211069 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11144/7740 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.subject | Coroa Norte de Lisboa | |
| dc.subject | Água | |
| dc.subject | Infraestrutura | |
| dc.subject | Estrada Militar | |
| dc.title | Precisão. Infraestrutura hídrica enquanto fundadora da coroa norte de Lisboa | |
| dc.type | masterThesis | |
| thesis.degree.name | Dissertação de Mestrado Arquitectura |
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