A perspectiva ético-jurídica da doutrina da alternativa menos restritiva de direitos: afirmação da capacidade e da autodeterminação em cuidados de saúde do adulto com capacidade diminuída
Date
2019-03
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Portuguese
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No que concerne ao consentimento e dissentimento em matéria de cuidados de saúde, estamos
perante condições específicas que merecem uma estruturação independente em relação à
capacidade civil. A valoração da autodeterminação é reflexo do reconhecimento e respeito pela
dignidade inerente a todo o ser humano e da qual se assaca a, igualmente, inalienável capacidade
jurídica de exercício de direitos fundamentais da personalidade. O consentimento ou
dissentimento para um ato médico apresenta-se, em primeira instância, como um proficiente
mecanismo de expressão da vontade, limitado à área da saúde, enformador da expressão máxima
da autonomia do indivíduo enquanto ser único e irrepetível, mecanismo de salvaguarda do
respeito pela dignidade da pessoa humana no domínio da relação médico-paciente. Nestes termos,
a doutrina da alternativa menos restritiva de direitos convoca aos ordenamentos jurídicos o
reconhecimento e consagração legal de institutos jurídicos que assegurem o exercício do direito à
autodeterminação pessoal em matéria de cuidados de saúde, colocando a pessoa adulta com
capacidade diminuída num patamar do exercício da sua autonomia em condições de igualdade
jurídica com aqueles que possuem plena capacidade, no âmbito de um sistema inclusivo e
respeitador da sua dignidade.
Keywords
Consentimento, Capacidade, Autodeterminação, Cuidados de saúde
Document Type
Research article
Publisher Version
10.14201/0AQ0382
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https://purl.org/coar/access_right/c_abf2