Discriminação algorítmica e direitos humanos. Desafios jurídicos na era da inteligência artificial
| dc.contributor.advisor | Silva, Artur Micael Flamínio da | |
| dc.contributor.author | Silva, Kauê Paz Ribeiro da | |
| dc.date.accessioned | 2026-09-01T08:54:26Z | |
| dc.date.available | 2026-09-01T08:54:26Z | |
| dc.date.embargo | 2029-07-22 | |
| dc.date.issued | 2026-07-22 | |
| dc.description.abstract | Em uma era marcada pela automatização das decisões e pela centralidade dos dados, compreender o modo como os algoritmos moldam a vida social tornou-se uma tarefa urgente. Esta pesquisa parte do reconhecimento de que a inteligência artificial, embora construída sob o ideal de objetividade, não está imune às desigualdades que estruturam a sociedade. O estudo investiga, assim, como o viés algorítmico, entendido como a reprodução de assimetrias raciais, de gênero e socioeconômicas por sistemas automatizados desafia a efetivação dos direitos humanos e a concretização dos princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana. A pesquisa desenvolveu uma análise interdisciplinar, unindo fundamentos técnicos, éticos e jurídicos, para compreender de que forma a arquitetura dos sistemas de inteligência artificial pode tanto reforçar quanto mitigar discriminações. Adotou-se uma abordagem qualitativa e exploratória, combinando revisão documental, análise de casos empíricos e exame comparativo de experiências regulatórias no Brasil, em Portugal e na União Europeia. O objetivo geral consistiu em examinar os impactos do viés algorítmico sobre a justiça social e propor diretrizes de governança que conciliem inovação tecnológica e proteção de direitos fundamentais. De modo específico, buscou-se identificar os mecanismos técnicos que originam os vieses, avaliar seus efeitos concretos nas esferas pública e privada e discutir instrumentos capazes de prevenir e corrigir distorções discriminatórias. Os resultados demonstram que o viés algorítmico emerge da convergência entre dados enviesados, decisões de design e ausência de diversidade nas etapas de desenvolvimento e validação dos sistemas. Constatou-se que soluções restritas ao plano técnico, como ajustes estatísticos, não bastam para enfrentar um fenômeno que é, antes de tudo, social e político. A análise revelou que princípios como transparência, explicabilidade, auditorias independentes e experimentação regulada, inclusive por meio de sandbox e Zonas Livres Tecnológicas, como as previstas no Decreto Lei n.º 67/2021 em Portugal, precisam ser incorporados como requisitos estruturais da governança algorítmica, permitindo o controle humano significativo e a responsabilização efetiva de agentes públicos e privados. Verificou-se, ainda, que os marcos regulatórios contemporâneos, a exemplo do AI Act europeu, Lei Geral de Proteção de Dados, do Regulamento Europeu de Proteção de Dados e das diretrizes éticas da UNESCO, oferecem referenciais importantes, mas permanecem insuficientes diante da complexidade das aplicações de inteligência artificial e da carência de mecanismos institucionais de fiscalização. Diante disso, o estudo propõe a construção de políticas integradas que aliem regulação jurídica, cultura ética e desenvolvimento técnico, de modo a transformar a inteligência artificial em instrumento de promoção de justiça social e igualdade substancial. | |
| dc.identifier.tid | 204341051 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11144/8020 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights | embargoed access | |
| dc.subject | viés algorítmico | |
| dc.subject | direitos fundamentais | |
| dc.subject | governança da inteligência artificial | |
| dc.subject | discriminação algorítmica | |
| dc.title | Discriminação algorítmica e direitos humanos. Desafios jurídicos na era da inteligência artificial | |
| dc.type | masterThesis | |
| rcaap.embargofct | Utilização de dados temporariamente confidenciais | |
| thesis.degree.name | Mestrado em Direito, Ciências Jurídicas |
Files
Original bundle
1 - 1 of 1