Morte medicamente assistida os aspectos jurídicos da tutela da personalidade na eutanásia e no suicidio assistido

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2025-06-11

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Portuguese

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O debate sobre a morte medicamente assistida mergulha em considerações metafísicas sobre o propósito da vida, entrelaçadas com convicções filosóficas, éticas, morais e religiosas. A morte sempre foi um assunto sensível, especialmente quando envolve uma aparente escolha entre a morte e a vida, ou a legalização da eutanásia e do suicídio assistido. Mesmo com avanços na medicina, a morte permanece inevitável, fazendo parte da condição humana. Reconhecer a morte como parte natural da vida permite encará-la com serenidade, aproveitando cada momento ao máximo. A vida é mais do que uma questão biológica; é uma construção biográfica que envolve experiências, escolhas e convicções. Nossa história pessoal, memórias, interações sociais e desenvolvimento pessoal moldam quem somos. Portanto, a morte medicamente assistida, seja por eutanásia ou suicídio assistido, levanta questões não apenas de saúde, mas também de autonomia e autodeterminação pessoal. A legislação sobre a morte medicamente assistida precisa equilibrar a proteção da vida com o respeito à autonomia individual. O princípio da autonomia da vontade e da autodeterminação pessoal emerge como fundamentais para garantir que cada pessoa tenha o direito de decidir sobre o fim de sua vida. No entanto, a regulamentação deve garantir que as decisões sejam claras, ponderadas e livremente consentidas. Em muitos países, a morte medicamente assistida tem sido legalizada, reconhecendo o direito fundamental à morte autodeterminada. Na Europa, países como os do Benelux e a Espanha estabeleceram legislação específica. Decisões judiciais em países como Áustria, Itália, Alemanha, Canadá e Colômbia também enfatizaram o direito à morte digna e controlada Em Portugal, o processo de aprovação da legislação sobre a morte medicamente assistida tem sido complexo e enfrentado obstáculos. Embora a Lei 22/2023, de 25 de maio, represente um avanço no reconhecimento dos direitos individuais à autonomia e à liberdade, seu futuro no Parlamento é incerto devido a mudanças políticas e contestações legais. No entanto, a regulamentação cuidadosa pode garantir que o acesso à morte medicamente assistida seja uma opção para aqueles que desejam uma morte digna e controlada

Keywords

Morte medicamenta assistida, Eutanásia, Suicídio Assistido, Autodeterminação pessoal

Document Type

masterThesis

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TID

203956737

Designation

Mestrado em Direito, Ciências Jurídicas

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