A lógica da prova indiciária e a presunção de inocência, uma análise da jurisprudência portuguesa
Date
2025-11-11
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Portuguese
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O trabalho, sem pretensão de esgotamento do tema, pretendeu refletir sobre a questão da prova
indiciária e sua valoração e aplicabilidade no processo penal sempre com a necessária
observância dos direitos e garantias fundamentais, mais especificamente o princípio da
presunção de inocência. Isto porque não se desconhece, na quadra atual, a importância da prova
indiciária para o moderno processo penal que pretende ao mesmo tempo, preservar as garantias
do arguido e ser instrumento eficaz no combate às violações da ordem jurídica. Para tanto o
trabalho foi estruturado em quatro capítulos sendo que no primeiro capítulo, sem pretensão de
aprofundamento, buscou-se entender a relação entre prova e verdade, tema por si só complexo
e que tem muitas dissenções doutrinárias. No capítulo seguinte buscou-se relacionar a atividade
probatória com as garantias processuais fundamentais, até porque o desvelamento dos fatos no
processo não pode ser feito à revelia dos direitos e garantias fundamentais do processo
porquanto o processo penal democrático só se legítima a partir de um correto acertamento dos
fatos, adequada hermenêutica jurídica e minuciosa observância dos direitos e garantias
fundamentais, não por acaso, se diz que o processo penal é em verdade um processo
constitucional aplicado. No terceiro capítulo estudou-se questões básicas relacionadas à lógica
aplicada ao direito probatório dada a necessária influência dessa matéria na formação da decisão
judicial. No quarto e último capítulo tratamos especificamente da prova indiciária abordando a
relevante distinção entre prova por indícios e indícios de prova, a questão das presunções,
critérios distintivos entre prova direta e indireta, a posição da prova indiciária no sistema
processual português e. em arremate, foi feita uma análise da jurisprudência portuguesa a
respeito do tema visando contribuir para que a produção e a valoração da prova indiciária sejam
feitas de forma lógica e constitucionalmente válida, é dizer, em estreita observância ao
princípios e garantias fundamentais.
Keywords
Direito à prova, Garantias fundamentais, Princípio da inocência e prova indiciária
Document Type
masterThesis
Publisher Version
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Identifiers
TID
204058147
Designation
Mestrado em Direito, Ciências Jurídicas