A utilização da inteligência artificial na resolução alternativa de litígios. As suas implicações na mediação e na arbitragem
| dc.contributor.advisor | Monteiro, António Pedro Pinto | |
| dc.contributor.author | Gonçalves, Manuel José Ganança | |
| dc.date.accessioned | 2026-10-16T10:10:23Z | |
| dc.date.available | 2026-10-16T10:10:23Z | |
| dc.date.embargo | 2028 | |
| dc.date.issued | 2026-10-06 | |
| dc.description.abstract | A presente dissertação analisa o impacto da Inteligência Artificial na mediação e na arbitragem enquanto mecanismos de resolução alternativa de litígios, procurando avaliar as potencialidades, os riscos e os limites jurídicos associados à sua integração. Partindo de um enquadramento teórico e normativo da resolução alternativa de litígios e da Inteligência Artificial no contexto jurídico, o estudo centra-se na forma como a tecnologia está a reconfigurar práticas procedimentais, papéis institucionais e valores estruturantes destes mecanismos. A investigação demonstra que a Inteligência Artificial pode contribuir significativamente para a eficiência, acessibilidade e racionalização da resolução de litígios, designadamente através da automatização de tarefas, da análise de grandes volumes de informação e do apoio à tomada de decisão. Contudo, evidencia igualmente riscos estruturais relevantes, como a normalização decisória, a rigidez das soluções, a opacidade algorítmica e a potencial erosão da justiça material e da função adaptativa do Direito. A dissertação dedica especial atenção ao impacto da Inteligência Artificial na autonomia das partes e no papel do mediador e do árbitro, concluindo que a legitimidade da mediação e da arbitragem continua a assentar na centralidade do julgamento humano, na independência funcional e na imputabilidade pessoal da decisão. A análise de casos práticos, nomeadamente plataformas de Online Dispute Resolution no domínio do consumo e a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial em contextos arbitrais institucionais, permite ilustrar de forma concreta os benefícios e limitações da tecnologia. Conclui-se que a integração juridicamente legítima da Inteligência Artificial na resolução alternativa de litígios depende da observância de garantias fundamentais, como o controlo humano efetivo, a transparência funcional, a proteção da autonomia substancial das partes e a preservação da justiça material, assegurando que a tecnologia permanece ao serviço do Direito e não como fator autónomo de orientação decisória. | |
| dc.identifier.tid | ... | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11144/8095 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.subject | Inteligência Artificial | |
| dc.subject | Mediação | |
| dc.subject | Arbitragem | |
| dc.subject | Resolução Alternativa de Litígios | |
| dc.subject | Justiça Material. | |
| dc.title | A utilização da inteligência artificial na resolução alternativa de litígios. As suas implicações na mediação e na arbitragem | |
| dc.type | masterThesis | |
| thesis.degree.name | Mestrado em Direito, Ciências Jurídicas |
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