A “razão humanitária” e a participação portuguesa
Date
2005
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Antes de proceder ao historial, muito parco infelizmente, da participação de organizações humanitárias portuguesas em paralelo com a presença das forças militares e de segurança em operações “com objectivos humanitários”, importa esclarecer que o que está em causa não é uma presença militar, per si, que sempre ocorreu nos vários palcos de conflito, precedida ou seguida de situações humanitárias graves, antes, uma mudança de paradigma com que as forças militares e as instituições humanitárias, em geral, acabam por ter que conviver. A presença de forças militares e de segurança em situações de conflito resulta hoje de um novo paradigma em que é invocada a “razão humanitária” como justificativo determinante da sua presença, quando não da própria génese da intervenção militar. Assim aconteceu recentemente na Somália, Bósnia, no Kosovo e até em Timor, no Afeganistão e no Iraque.
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