A política europeia de cooperação para o desenvolvimento: a ajuda externa encarada como um bem público internacional
Date
1999
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Universidade Autónoma de Lisboa. Departamento de Ciências Económicas e Empresariais. Departamento de Direito
Language
Portuguese
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Abstract
A aplicação dos principios do federalismo fiscal tem atribuido à União
Europeia competências no domínio da ajuda ao desenvolvimento. Do ponto de vista
económico, a principal razão que justifica essa ajuda baseia-se na capacidade da
UE poder intemalizar potenciais externalidades positivas com eliminação dos
comportamentos do tipo free ríder (a relutância dos cidadãos em contribuir
voluntariamente para a provisão de bens públicos). A qualidade da aplicação dos
recursos induz vantagens, as quais beneficiam o Estado doador individual e os
outros Estados, com uma melhor partilha dos custos dos financiamentos ao nível
europeu oriundos do orçamento comunitário.
A utilização de um orçamento comum para o cooperação e desenvolvimento
toma-se comparável ao financiamento, através dos impostos, dos bens públicos de
cada país pelos agentes económicos que deles são beneficiários.
A ajuda económica externa deve ser cada vez mais encarada como um bem
público internacional, ou seja, e tal como se explica no texto, uma actividade
susceptível de criar uma utilidade indivisível, sem possibilidades de exclusão e não
rejeitável a nível internacional. O financiamento dos seus custos competirá, de
acordo com a teoria dos bens públicos, a um orçamento financiado por todos os
Estados europeus, cabendo aqui referir a introdução do apoio ao ajustamento estrutural da UE como complemento aos apoios bilaterais que os Estados individualmente afectam ao desenvolvimento.
Keywords
Economia, Direito, União Europeia
Document Type
Journal article
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Open Access