Reconstrução do aterro. Espaços de água, de sol e de sombra na margem de Lisboa
Date
2012
Embargo
Advisor
Coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
A cidade de Lisboa e o rio conservaram desde sempre uma relação muito intensa entre trocas e movimentos que tinha como génese a água. Dos areais, muitos acabam por consolidar matérias territoriais de carácter mais permanente, consolidados e sedimentados pelo tempo e pelo espaço e modelados pelo Homem; primeiro por questões higienistas e mais tarde pelo acelerado crescimento das actividades portuárias e fabris. Esta nova matéria territorial conquistada à água, sedimenta e consolida sob a forma de aterros, são novos territórios da cidade. Aquilo que foi construído para uma grande actividade portuária e fabril, surge agora vazio de indústria e com novos tipos de ocupação.
É uma grande faixa de terra separada da cidade pela linha de comboio e do rio pelo muro de lioz onde se observa uma vontade de as pessoas chegarem fisicamente à água.
O projecto pretende criar um tanque com água do rio controlada em continuidade com o desenho da linha de costa existente, onde a linha de pedra se transforme em rampa para mergulhar. Agarrada a esta linha propõe-se a reconstrução do chão vazio do aterro, tornando-se mais uma camada de tempo e de história no palimpsesto que é Lisboa. Em cima, propõe-se um grande chão com vários acontecimentos e de apoio ao tanque exterior, para muita gente, de sol e de relação com a cidade e o rio. Por baixo, espaços de água interiores, de sombra e de refúgio. Um grande espaço com acontecimentos públicos e sociais para a cidade onde o individuo e a multidão, o público e o individual, o sol e a sobra, a água e o calor, o barulho e o silêncio, a confusão e o vazio são acolhidos, possibilitando uma ocupação livre, informal e expontânea.
Esta ideia da plataforma, de construir sobre aquilo que existe, em continuidade com a envolvente e ao mesmo tempo criando lugares de excepção, é um tema intemporal. Vem desde as construções das culturas pré-colombianas até às actuais, sustentando a possibilidade deste tipo de construção na margem de Lisboa.
Keywords
Plataforma, Habitar, Margem de Lisboa, Espaços de água
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
Designation
Access Type
Open Access