Teatro contra infraestrutura
Date
2014-10-28
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Portuguese
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Desde da modernização que a infraestrutura assume-se de facto como preponderante e visceral
na vida ativa das cidades. Sendo ainda assim um conceito vago e generalista na sua essência, é
visível a transformação que provoca no espaço. Quando a cidade é suportada por esta mecanização
“aparente”, revela-se importante falar de ordem, organização e manipulação. Um jogo oculto por
detrás dos bastidores que nos fará pensar sobre qual o papel de todo este hardware. Por outro lado, o
teatro surge por figuração metafísica da cidade. A vida quotidiana que invade a cidade e a transforma
em espaço dramaturgo. O lugar construído é cenário e palco; o Homem ator; a infraestrutura a máquina
invisível do teatro. Esta dissertação argumenta que Teatro contra a Infraestrutura é sobretudo a atitude
que a cidade assume perante a máquina invisível que pode ir muito mais além da sua organização.
Teatro contra Infraestrutura é pois um caminho para se percorrer sobre a funcionalidade das
infraestruturas, como canais de ligação aos diferentes palcos, e entender teatro como o ambiente
visível e representativo da vida da cidade. Uma engrenagem sintomática difícil de separar máquina
e corpo, uma vez que começa a ser evidente uma maior dependência desta imbricação. Contudo,
cumpre com esta dissertação estudar se mesmo assim, o engenho não se deve sobrepor à máquina.
Poderá ser a forma de contraposição para que o sujeito possa ser autónomo no combate à necessidade
de colmatar relações que a infraestrutura provoca na cidade. Haverá possibilidade de me sobrepor
a esse domínio?
Keywords
Infraestrutura, máquina, teatro, cidade
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
201247330
Designation
Mestrado Integrado em Arquitectura
Access Type
Open Access