Gestão da fragilidade e do desporto em tempos distópicos
Date
2021
Embargo
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Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Abstract
Os seres humanos sentem-se confiantes em ecossistemas estáveis, assentes em pressupostos confiáveis e conhecidos. O ano de 2020 está a ser tudo menos isso. As certezas dos nossos dias transformaram-se num rol de circunstâncias diferentes de dia para dia, incertas e frágeis. Tudo devido à existência de algo previsível, mas para o qual os países, a ciência e a medicina não tinham as respostas imediatas para a sua resolução: a situação epidemiológica pandémica da COVID-19. A resposta global das autoridades de saúde pública e de inúmeros governos foi igual à de sempre utilizada em situações semelhantes: o confinamento das populações nas suas habitações, de forma a evitar o contágio viral entre os humanos. Se por um lado, tais medidas abrandaram os contágios e, consequentemente, os serviços hospitalares puderam ir correspondendo às necessidades de tratamento sem o exaurir dos seus recursos, por outro lado, provocaram a paralisação de muitas atividades sociais e económicas e o consequente descalabro financeiro de muitas organizações e pessoas, para uns só comparável com a “grande depressão” de 1929. Entre nós, cenários mais benignos estimam um recuo do PIB português de 9,4%, atirando o país para a pobreza do início do século.
Keywords
Desporto, Gestão, Covid-19, Actividades desportivas, Governo, Apoio
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