Tutela jurídica das pessoas que vivam em economia comum ou em família anaparental
Date
2018-01-26
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Portuguese
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Abstract
Estuda-se o Estatuto da Economia Comum, Lei nº 6/2001, de 11 de maio, de Portugal, em
contraponto com a Família Anaparental, do Brasil, tipos especiais de família, o que requer
uma análise das transformações pelas quais passou a sociedade nos últimos séculos e dos
princípios norteadores da família contemporânea. Nesse viés, mostra-se o surgimento de
novas entidades familiares como as famílias monoparental, recombinada, homoafetiva,
paralela, anaparental e, também, a convivência em economia comum, levando-se a uma
revisão do conceito tradicional de família. Especificamente sobre este último instituto,
investigam-se os elementos que caracterizam o preceito economia comum, as pessoas que
podem conviver sobre tal forma, o limite de idade, o tempo mínimo, o objetivo das pessoas
que se juntam para essa convivência, os casos de não configuração, as maneiras de provar o
início e o termo final do vínculo e, principalmente, os direitos prescritos no respectivo
estatuto, mostrando-se a possibilidade de eficácia imediata e de ampliação do rol.
Concernente à família anaparental, mostra-se a previsão na jurisprudência brasileira, com o
reconhecimento de vários direitos inerentes à família matrimonial, como direitos a alimentos,
à adoção, à sucessão e ao direito real de habitação; além disso, a previsão expressa em projeto
de lei para instituição do “Estatuto das Famílias”, em tramitação no Congresso brasileiro.
Constatando-se a similitude das condições de vida das pessoas que convivem em economia
comum e em família anaparental, sugere-se a adoção de instituto similar em ambos os países
para que essas pessoas tenham tutela estatal nos moldes de uma família.
Keywords
Família, Economia Comum, Família Anaparental, Direitos
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
201840707
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências Jurídicas
Access Type
Open Access