A defesa europeia em transição: é tempo para um exército da UE?
Date
2021
Embargo
Authors
Advisor
Coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
Durante a sua intervenção no fórum da paz em Paris em Novembro de 2018, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “Portugal entende que é importante um empenho crescente dos europeus em matéria de defesa e segurança, indissociável dos compromissos assumidos com os nossos aliados transatlânticos”. Porém, o Presidente especificou que “não se trata de um exército europeu, trata-se, sim, de um reforço do empenho, e um empenho que é complementar daquele que é traduzido pela Aliança Atlântica dos europeus no cenário europeu e nos cenários vizinhos1 ”. Esta declaração mostra muitos dos problemas que envolvem o tema da defesa europeia e da construção de conjunto de forças armadas da UE: trata-se das divergências entre os interesses geoestratégicos e as políticas de defesa nacional dos países membros da UE, da questão da soberania militar dos membros da UE, da criação de uma força armada ao mesmo tempo permanente e supranacional e da relação entre a UE, os EUA e, sobretudo, a NATO. Apesar destes problemas, recentemente o Presidente francês Emmanuel Macron e a Chancelera alemã Angela Merkel têm posto no centro do debate a possibilidade de avançar com o tal projeto, afirmando que um exército da UE continua a ter uma centralidade crucial na construção europeia. A ideia de um exército europeu, todavia, não é uma novidade no debate político no seio da UE, e muitos problemas ligados a este projeto ainda existem desde as suas primeiras formulações.
Keywords
Política, Segurança, União Europeia, PESCO
Document Type
Journal article
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
Designation
Access Type
Open Access