Responsabilidade de Proteger: uma doutrina sem prática?
Date
2011-11-17
Embargo
Authors
Advisor
Coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
O artigo estuda os fundamentos teóricos que alicerçam as intervenções internacionais das
Nações Unidas.
O conceito de intervenção internacional encerra em si a hipótese de «ter que se fazer a
guerra para se ter a paz». Neste sentido, para esclarecer o processo através do qual «fazer a
guerra para salvar estranhos» - com causas e fi ns legítimos - passou a ser um imperativo que
recai sobre o projecto das Nações Unidas, será traçada a evolução histórica dos conceitos
de Guerra Justa, Soberania e Direito Internacional. Nesta perspectiva, é possível verifi car
a existência da doutrina da Guerra Justa nos pressupostos ideológicos das intervenções
internacionais das Nações Unidas - cuja doutrina última recai sobre a Responsabilidade em
Proteger -, uma vez que para além do tempo histórico em que foram pensadas e da ordem
por que foram enunciadas, poucas serão as diferenças entre as premissas da Guerra Justa e
as premissas da Responsabilidade em Proteger.
Aprovada durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas em 2005, enterrada nas areias do
Iraque com a invasão de 2003 e embrulhada com a intervenção militar na Líbia em 2011,
será a doutrina da Responsabilidade em Proteger relevante para o futuro?
Keywords
Nações Unidas, Intervenções Internacionais, Direitos Humanos, Democratização
Document Type
Journal article
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
Designation
Access Type
Open Access