A reconstituição do facto no ordenamento jurídico português
Date
2013-12-02
Embargo
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Coadvisor
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Language
Portuguese
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Abstract
O presente relatório profissional surge no âmbito do Mestrado em Ciências
Jurídico-criminais, pretendendo-se com ele focar o regime da “reconstituição do facto”
(art. 150º CPP) enquanto meio de prova no ordenamento jurídico português.
Deste modo, após apresentação do Curriculum vitae e respectiva reflexão crítica,
tratando-se a reconstituição do facto de um meio de prova, numa primeira parte do
trabalho procurar-se-á abordar de forma sucinta o tema da “prova” em si. Isto é, será
abordada a sua noção e objecto, passando-se de seguida à enumeração e análise dos
princípios que a norteiam.
Nesta sequência e não obstante a falta de estudos aprofundados sobre o tema,
tendo por base a minha experiência profissional, enquanto Inspector da Polícia Judiciária,
não sendo raras as ocasiões em que nos socorremos deste meio de prova durante a fase de
inquérito, irei procurar analisar a sua origem, o recurso ao mesmo, âmbito de aplicação,
formalismo e, essencialmente, as várias correntes jurisprudenciais, no que concerne ao
seu valor probatório.
Trata-se de um meio de prova ao qual recorremos no decurso das investigações e
que tem recebido, da parte dos magistrados, acolhimento diverso, consoante a posição
adoptada, cuja regulamentação devidamente tipificada na lei processual penal apenas
surgiu com o código de 1987. O presente relatório nasce, assim, do confronto com as
diversas posições, uma vez que, apesar da sua tipificação, o recurso a este meio de prova
e, essencialmente, a sua aplicação na fase de julgamento não é consensual. É
precisamente nesta fase que surgem as principais críticas ao seu valor enquanto prova,
verificando-se três correntes de entendimento diferentes. Todas elas giram em volta da
possível lesão dos direitos, liberdades e garantias do arguido, com especial relevo para o
direito ao silêncio e à não auto-incriminação.
Expostas as linhas essenciais do tema, apresenta-se a concretização da
reconstituição do facto a um caso prático, real, procurando-se sistematizar todo o
percurso, desde a opção pelo recurso a este meio de prova, até à sua aplicação em
julgamento.
Por fim, conclui-se com uma breve análise do tema exposto.
Keywords
Processo penal, Reconstituição do facto
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
201244845
Designation
Access Type
Open Access