Bilateralismo “versus” multilateralismo: as lições de Timor-Leste
Date
2005
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OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
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Numa polémica entrevista em Junho de 2003, a representante de Portugal no Conselho de Administração do Banco Mundial, Helena Cordeiro, argumentou que Timor-Leste poderia ser um caso-piloto para Portugal testar uma nova forma de cooperação externa. Um formato que não descure os canais bilaterais mas que passe obrigatoriamente pela melhor utilização das instituições multilaterais e que fortaleça a colocação de quadros nacionais em estruturas como o Banco Mundial (BM) e a Organização das Nações Unidas (ONU). Na opinião de Cordeiro, é “lamentável” que Lisboa não utilize os mecanismos bilaterais e multilaterais de cooperação de forma mais coordenada, sendo essencial que Portugal vá além do papel meramente financeiro, levando à mesa dos organismos internacionais a sua experiência, quer no apoio a programas quer na capitalização dos recursos financeiros existentes”. “O uso dos instrumentos bilaterais pode ser maximizado se integrado numa óptica bilateral”, dizia na altura.
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