As responsabilidades parentais nos casos de ruturas conjugais
Date
2018-12-21
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Portuguese
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O presente estudo surge, essencialmente, na sequência de alterações legislativas no seio
do Direito da Família. Mudam-se os tempos, ocorrem mudanças nos meios sociais, neste caso,
no âmbito familiar e o sistema legislativo acompanha estas mudanças. A Lei 61/2008, de 31 de
outubro, fez um recorte histórico com algumas alterações significativas, tais como a figura do
divórcio litigioso avançando para o divórcio por mútuo consentimento, a mudança da
designação de “poder paternal” por “responsabilidades parentais” ou ainda a imposição da regra
geral do exercício conjunto das responsabilidades parentais, sempre na tentativa de melhor
proteger o interesse do menor.
O referido Diploma Legal veio impor, como regra geral, a guarda compartilhada, com
o objetivo de melhor proteger as relações familiares após o divórcio, tendo em particular
atenção amenizar o sofrimento das crianças após a rutura conjugal dos seus progenitores. É
notória a frequência de divórcios em Portugal que transportam consigo sofrimento para as
crianças, que sendo a parte mais frágil da estrutura familiar, são também as que mais sofrem
com o divórcio de seus pais. Assim, o objetivo do presente estudo é entender, primeiramente, a
questão da guarda partilhada do menor entre os progenitores e se este modelo de guarda
preserva, de facto, os interesses do menor. Deste modo, iremos abordar quais as consequências
positivas e negativas do trânsito da criança entre duas casas diferentes e se isso lhe traz algum
prejuízo para um desenvolvimento físico, moral e intelectual harmoniosos.
Pretende-se também compreender qual o impacto da separação dos pais na vida dos seus
filhos, bem como, procurar informação acerca da eficácia dos acordos dos progenitores, isto é,
se os pais os respeitam e se colaboram para que os filhos tenham um convívio saudável com
ambos. Analisaremos ainda, a difícil função do juiz no que diz respeito às suas decisões
relativamente à aplicação do regime do exercício conjunto das responsabilidades parentais, à
questão da residência e qual o regime a aplicar em cada caso concreto, de modo a decidir sempre
em harmonia com o superior interesse da criança. Iremos também analisar o que diz a
jurisprudência a respeito da questão em apreço. Tentaremos aprofundar o estudo sobre o
Superior Interesse da Criança em Leis Nacionais e Internacionais e por fim analisaremos a
figura da Mediação Familiar como meio alternativo de resolução dos conflitos familiares.
Keywords
divórcio, coparentalidade, interesse do menor, guarda partilhada
Document Type
Master thesis
Publisher Version
Dataset
Citation
Identifiers
TID
202130622
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências Jurídicas
Access Type
Open Access