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Date
2018-05
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Publisher
OBSERVARE. Universidade Autónoma de Lisboa
Language
Portuguese
Alternative Title
Abstract
Da perspetiva crítica do conceito de “emancipação humana”, a globalização representa um
desafio histórico importante para o realismo, liberalismo e marxismo. No entanto, não
devem ser ignorados em nenhum debate teórico sobre globalização nas RI. Sem
negligenciar as nuances de cada uma das três escolas de pensamento, podemos dizer que
tendem a ver o mundo globalizado através das lentes da ordem Vestefaliana. Pelo contrário,
estamos a assistir à (re)emergência de uma heterogeneidade espacial, funcional, e de poder
que se situa além, entre, e dentro dos estados-nação da atualidade.
Podemos, em particular, atribuir as lacunas epistemológicas das três subdivisões das RI em
termos de globalização no seu tratamento de cinco questões principais: território, atores,
inter-relação entre esfera pública e privada, previsibilidade e interdisciplinaridade. Nesse
sentido, o debate crítico sobre a globalização não pode e não deve ser restrito a questões
conceitualizadas explicitamente sob a bandeira da “democracia nacional”, “segurança
nacional” ou “bem-estar nacional”, mas deve urgentemente comprometer-se com as
diferentes manifestações espaciais, assim como com instrumentos estatais e não estatais,
públicos e privados, para encorajar a proliferação da interconectividade transnacional e da
“imprevisibilidade”. É nessa base que as eventuais sinergias úteis entre as três teorias
convencionais, e entre elas e as correntes refletiva e construtivista dos anos 80 e 90, devem
ser procuradas.
Keywords
Janus.Net, Emancipação, Globalização, Heterogeneidade, RI, Vestefaliano, Realismo, Liberalismo, Marxismo
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Open Access