Processo de (re)criação de habitação colectiva na encosta da Penha de França
Date
2019-06-04
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Language
Portuguese
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Indispensável para a expansão de Lisboa no século XIX, a Avenida Almirante Reis
apresenta-se hoje como um eixo estruturante da malha urbana, por testemunhar
o desenvolvimento da cidade fora das muralhas. Esta via, essencial na construção da cidade dos boulevards, surgiu, em contraste com a Avenida da Liberdade,
como as traseiras de um território de confronto, assente em lógicas de diversidade
e sobrelotação. Actualmente, a Avenida faz a ligação entre o centro histórico e os
aglomerados habitacionais situados fora do perímetro urbano e é constituída por
fragmentos de uma identidade esquecida ao longo dos tempos.
Foi através da descoberta de três vilas operárias que se deu início ao processo de
(re)criação da encosta da Penha de França, de forma a desenvolver novas ligações
entre cotas e a devolver a relevância funcional e simbólica que teve outrora. A proposta passa por requalificar as células habitacionais e as ligações entre as mesmas,
por meio de um sistema que integra um novo programa de habitação colectiva. As
necessidades actuais permitiram analisar a evolução dos vários modos de habitar e
redesenhar a concepção do espaço mínimo, desenvolvendo-se a partir do desejo de
salvaguardar a sua memória e a identidade colectiva do lugar.
Keywords
vilas operárias, habitação colectiva, (re)criação, memória
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
202256979
Designation
Dissertação de Mestrado em Arquitectura
Access Type
Open Access