Da tutela da personalidade jurídica do nascituro e o direito de exercício da paternidade nos casos de aborto voluntário.
Date
2024-04-23
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Portuguese
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Abstract
A proposta desta dissertação é cotejar a forma como Brasil e Portugal conferem tratamento
jurídico à prática do aborto, com especial fim de identificar as distintas maneiras de tratar do
assunto no que concerne a descriminalizar a conduta. Para a exposição a seguir o presente
trabalho será dividido nos seguintes tópicos: De início examinar-se-á os direitos fundamentais
do nascituro, no segundo capítulo tratar-se-á dos direitos inerentes ao nascituro, para ao final
abordar o capítulo que trata de ponderar esses e outros direitos. Este trabalho tem influência na
importância dos desdobramentos do aborto nos dias de hoje. O escopo deste trabalho pretendeu
examinar as concepções de homens e mulheres, pais e mães, que experimentaram em suas vidas
a prática do aborto, tanto por opção da mãe unilateralmente, sem o consentimento do pai, como
até mesmo os casos em que ambos decidiram pela prática abortiva. Os dados foram coletados
especialmente mediante pesquisa jurisprudencial nas ordens jurídicas de Brasil e Portugal.
Ademais, verificou-se a ciência biomédica, que busca assegurar o momento em que se inicia a
vida. Esclareça-se que neste trabalho não se discute acerca do aborto, não trata da questão
central permitir ou não o aborto. O que se pretende argumentar é pelo consentimento do pai nos
casos de aborto praticado por mulher em estado gestacional, alardeando boa saúde. O presente
estudo pretende verificar se o direito a ser tutelado deve recair sobre a vida do nascituro ou
sobre a mãe grávida, não deixando de abordar uma possível lesão ao direito do exercício da
paternidade, pelo pai que não pode opinar sobre a manutenção da vida de seu filho. Desta forma,
passou-se a investigar o comportamento das cortes portuguesa e brasileira, assim como o exame
dos princípios aplicados no que tange à proteção da dignidade da pessoa humana como
postulado que protege o nascituro, a mãe em estado gestacional ostentando saúde e o pai do
nascituro, aquele que não tem direito a opinar sobre a morte ou não de seu filho, perante a justiça
do Brasil e, também de Portugal. Ademais, este trabalho inevitavelmente alcançaria outro tema
de grande impacto nas comunidades jurídicas de Brasil e Portugal; solucionar, de forma,
equilibrada o conflito entre a liberdade da mulher e o direito ao seu corpo, o direito do nascituro
e o direito do pai do nascituro a exercer a paternidade, traçando um paralelo entre Brasil e
Portugal e suas posições sobre o assunto. Além disso, de amplo conhecimento, que ao se falar
de nascituro, a questão que sempre ressalta é saber em que momento se inicia a vida e aquisição
de personalidade jurídica, sempre se discutindo qual a melhor teoria a se aplicar, a teoria
natalista ou a teoria confeccionista.
Keywords
Aborto voluntário, Direito a igualdade, direito à vida, Direito fundamental à paternidade
Document Type
Master thesis
Publisher Version
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Citation
Identifiers
TID
203606736
Designation
Dissertação de Mestrado em Direito. Ciências jurídicas
Access Type
Open Access