Cristais Cinemáticos em A Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora
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2021-12
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Portuguese
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Versando fundamentalmente sobre o filme Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos
(2018), de João Salaviza e Renée Nader Messora, este artigo pretende problematizar as relações
entre os regimes de percepção das ontologias ameríndias, nomeadamente dos Krahô, e a
fenomenologia do cinema, elaborando para tal três questões primordiais: 1) a relação
convocada pelo filme entre animismo, xamanismo e as próprias qualidades cinematográficas;
2) a inexistência de uma identidade fixa (antes multidões) como resultado de um regime de
conhecimento circulante e as devidas implicações na (não) representação de um rosto; 3)
aproximações entre a conceptualização do cristal na crítica deleuziana do cinema e na
antropologia de Viveiros de Castro.
Keywords
estética, desterritorialização, devir, rosto, cinema, João Salaviza, Renée Nader Messora
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Open Access