“O Longo Ciclo Regencial e a Transição para o Regime Constitucional, (1786-1834)”
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2026-01-01
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Portuguese
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Entre os aspetos mais impressivos sobre o processo do nascimento do regime
constitucional contam-se, por um lado, a instabilidade da titularidade do trono na Casa de
Bragança refletida em sucessivas regências e, por outro, o uso da força militar (Évora-Monte,
1834) para resolver em definitivo o problema, depois de a luta política não ter sido capaz
de impor uma solução. O presente texto procura enfatizar e analisar a crise continuada das
regências, uma precariedade do trono que terá contribuído para a persistência em alcançar
uma mudança do regime. Durante cinco décadas (1786-1834), o Reino só teve, de facto, um
rei em exercício, por cerca de cinco anos (1821-1826) e um outro, “usurpador do trono”, por
mais seis anos (1828-1834) que coabitou com as regências no exílio.
Keywords
Regência, D. João VI, Crise política, Constituição
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https://purl.org/coar/access_right/c_abf2