Prefácio / Grafite: fonte documental

dc.contributor.authorMelo Filho, Antonio Luciano Moraisen_US
dc.contributor.authorGrud, Narcélioen_US
dc.date.accessioned2026-09-01T14:32:35Z
dc.date.available2026-09-01T14:32:35Z
dc.date.issued2013en_US
dc.date.updated2026-09-01T13:09:08Z
dc.description.abstractÉ de grande oportunidade e de intenso relevo a necessidade de um mimetismo geral de caráter sociocultural que se melhore progressivamente, e tão depressa quanto possível, as condições de acesso aos incentivos artísticos e a visibilidade nacional, aos artistas nordestinos, nesse caso especial os grafiteiros. Projeta-se timidamente e com algumas dificuldades o reconhecimento dos grafiteiros nordestinos. É um momento excepcional ou pelo menos inédito nesses lados do país. Espera-se que possa fornecer algumas experiências úteis, de real valor para uma orientação com o fim de promover o melhoramento das experiências artísticas daqui. Todavia, trata-se ainda de um esforço fragmentário, isolado, desarticulado, que deixa prever limitações sérias em algum plano futuro de reunião. Em todo caso a iniciativa é louvável e oportuna. Parece revelar um novo rumo para nortear os nossos enigmas de base artística. Sem dúvida o Nordeste merece estudos artísticos especiais nesse sentido e de outros cuidados – fomento, preservação, memória – visto como se chega ao reconhecimento, cada dia mais positivo e mais geral, da importância do seu potencial humano. Por exemplo, pouco ou quase nada conhecemos sobre a Pedra do Ingá, na Paraíba. Aquele complexo monumento de desenhos e símbolos talvez foi o ponto de partida de uma sociedade de marcadores que tinha o objetivo de “desenhar” os dados sobre o cotidiano e os acontecimentos marcantes daquele momento histórico. O grafiteiro nordestino transforma o feitio de exposição do seu grafite em fonte documental para a demarcação da sua presença, parte da sua história-objeto, “uma maneira de colocar-se no mundo, e acima de tudo, uma escolha de identidade social de um tipo de arte de afirmação pela sua presença, incisiva e direta na vida urbana” (VIANA, 2009:86). Tal maneira de colocar-se no mundo, revela-se como o estilo do grafiteiro. O estilo pode ser visto como o código que revela pertencimento, portanto, revela a presença de grupo. Por tudo isso, o grafite é valioso para o estudo artístico dessa categoria na medida que estará informando mais sobre a cultura do grafiteiro do que sobre ele mesmo. Contudo, o grafiteiro sucinta ser pesquisado, pois o que aparece é sua visão sobre sua cultura, a forma como dela se apropria. Ora, sendo assim, o estilo revela a ideologia de quem grafita. Se pensarmos que a interiorização de ideologia já expressa uma forma de relação com a cultura vivida, devemos tornar a reflexão mais restrita, pois, segundo Alípio de Sousa Filho: Os indivíduos, embora sob o domínio do discurso ideológico em todas as culturas e sociedades, e em todas as épocas históricas, a esse domínio resistem, reinterpretam a realidade, ressignificam códigos, práticas, tornam-se pontos de resistência às formas da dominação e da sujeição que a ideologia visa universalizar e naturalizar, resistência, pois, à própria ideologia enquanto discurso. (SOUSA FILHO, 2011:208)
dc.description.version7A16-E9D9-DFD3 | Antonio Luciano Morais Melo Filho
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.identifier.isbnISBN: 9788591599301en_US
dc.identifier.slugcv-prod-752756
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11144/8026
dc.language.isopor
dc.publisherDedo de Moças Editoraen_US
dc.rightshttps://purl.org/coar/access_right/c_abf2en_US
dc.titlePrefácio / Grafite: fonte documentalen_US
dc.typebookpart
oaire.citation.locationBrasilen_US
oaire.citation.titleA Arte Urbana do Nordeste do Brasilen_US

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