Do tenetur se ipsum accusare na inquirição de não arguidos
Date
2025-10-19
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Portuguese
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As origens da Quinta Emenda (e portanto, da incorporação do privilégio contra a
autoincriminação na estrutura da Constituição Norte-americana) são profundamente
interligadas com a história dos juramentos, confissões, compulsões, moral religiosa, tortura e
salvaguardas defensivas para evitar e reter essas interferências no curso de procedimentos de
busca da verdade. Neste estudo, apresentamos uma exposição introdutória sobre as origens da
Quinta Emenda, apontando que os princípios subjacentes ao privilégio contra a
autoincriminação estão conectados a tais instituições. Mais além, expomos percurso
panorâmico pelas análises feitas pela Suprema Corte dos EUA, do Século XIX até o presente,
implicando nas conexões entre compulsões, devido processo legal/processo equitativo, direito
a advogado, testemunho, autoincriminação e regras de exclusão/proibições de prova. De
maneira semelhante, expomos como o princípio do nemo tenetur é aplicado pelo Tribunal
Europeu de Direitos Humanos, sempre tentando preservar a integralidade da fundamentação
judicial que dá suporte a cada um dos precedentes analisados. Sobre essas bases, é exposto
como o privilege against self-incrimination se projeta em outros sistemas jurídicos (como os
da França, Alemanha, Itália, Espanha e Argentina), com ênfase especial para o Brasil e para
Portugal. Como próximo passo, examinamos como o privilege against self-incrimination opera
ao longo das experiências depoimentais em geral, estabelecendo os alicerces para definir-se
quando, mesmo fora da moldura de uma acusação formal, ele é capaz de proteger a pessoa
chamada a testemunhar (ou mais amplamente, chamada para dar declarações, mesmo
informais). Finalmente, avaliamos o escopo das proteções disponíveis (em Brasil e em
Portugal) para prevenir que declarações autoincriminatórias possam eclodir (ou ser usadas)
contra a vontade da pessoa interpelada por autoridades estatais a disponibilizar, de forma
comunicativa, informações autoincriminatórias.
Keywords
Direito à não autoincriminação, privilege against self-incrimination for non-accused witnesses, direito comparado, témoin assisté.
Document Type
masterThesis
Publisher Version
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TID
204030269
Designation
Mestrado em Direito, Ciências Jurídicas