Os desafios da Europa e de Portugal no contexto da economia global: alguns quadros e gráficos de apoio

dc.contributor.authorCatroga, Eduardo
dc.contributor.authorSantos, António Duarte
dc.date.accessioned2025-05-19T10:51:23Z
dc.date.available2025-05-19T10:51:23Z
dc.date.issued2025-05-15
dc.descriptionConferência proferida a convite/ moderação do Professor Doutor António Duarte Santos
dc.description.abstractFalar de uma Europa geopolítica, ou seja, de uma União Europeia como um ator relevante na política mundial, utilizando os instrumentos clássicos de poder dos Estados, é um tema muito suscetível quanto à sua discussão que se tornou duradoura e mutável. Não é segredo que os principais opositores de um mundo unipolar são a Rússia e a China. Ambos desafiam a ordem internacional assente nos princípios do capitalismo, que representa a face normativa de um sistema global centrado nos EUA e no Ocidente. A contestação russa é a mais ruidosa e violenta, como demonstra o conflito no leste europeu. No entanto, o seu poder mundial, com efeitos colaterais nos outros países, é limitado por fatores como, e.g., a economia e a demografia. Já a China é o Estado com maior potencial para transformar o sistema internacional. A sua expansão consistente nos mercados globais – da Ásia à América Latina, passando pela África e pela própria Europa, ainda que de formas distintas – evidencia a sua influência. Além disso, o fato de ser a maior potência comercial em termos de bens transacionados reforça seu peso económico, embora, no setor dos serviços, os EUA e o Ocidente ainda mantenham a superioridade. Diante deste novo cenário internacional, marcado por potências contestatárias em ascensão, a União Europeia enfrenta o desafio de definir o seu posicionamento para a defesa de seus interesses estratégicos, abrangendo, e.g., as dimensões económica, política, militar e de segurança. O debate sobre qual dos sistemas – unipolar, bipolar ou multipolar – garante maior estabilidade e paz nas relações internacionais permanece em aberto. A transição para um mundo multipolar foi a visão de Josep Borrell, enquanto Vice-Presidente da Comissão Europeia até Dezembro de 2024 e alto-representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança e chefe do Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), o corpo diplomático da União Europeia. Segundo Borrell, o desafio para a Europa é adaptar-se à nova distribuição do poder enquanto vai tentando reduzir a fragmentação política do mundo em blocos concorrentes. Josep Borrell afirmou ainda que ao longo da última década e meia o mundo foi caminhando gradualmente para o que ele define como uma “multipolaridade complexa”. Do ponto de vista económico, destaca a existência de três polos dominantes: os EUA, a China e a União Europeia. No entanto, salienta que, politicamente, a configuração global é ainda mais complexa. Discutir uma Europa geopolítica e geoeconómica é um caminho repleto de desafios. É sobre esta entroncamento intrincado que se centrará esta Aula Aberta.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11144/7254
dc.language.isopor
dc.subjectEconomia Global
dc.subjectPortugal
dc.subjectEuropa
dc.titleOs desafios da Europa e de Portugal no contexto da economia global: alguns quadros e gráficos de apoio
dc.typeconference output
oaire.citation.conferenceDate2025-05-15
oaire.citation.conferencePlaceUniversidade Autónoma de Lisboa

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