Espaço de meditação no Tejo: o dinamismo da sombra, a tensão da luz, a metamorfose da ruína
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2013-12-18
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Portuguese
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De forma a expôr a relação entre meditação, contemplação e espaço/tempo, a presente dissertação constitui um ensaio acerca da simbiose entre estes três elementos e a
cenografia romântica produzida pela ruína, linguagens e processos comuns: luz, sombra e penumbra enquanto arquétipos nostálgicos. O fascínio pela teorização da sombra
de Jun’ichiro Tanizaki pode ser entendida como uma arte temporal e espacial, uma viagem de descoberta, uma imagem poética da alma que apura a sensibilidade e afirma
a sua presença. A sombra torna-se assim o efeito primordial do espaço arquitectónico e cenográfico. Já o enquadramento romântico de Georg Simmel proposto para a
ruína, enquanto valor histórico, memória e enquanto encenação do confronto entre o natural e o artificial, remete-nos para um ambiente incerto e indefinido: um lugar
estagnado entre o espaço e o tempo. Enquanto a luz revela a forma e ajuda a construir uma percepção subjectiva individual, tornando o espaço visível e efémero, a sombra
torna o espaço misterioso, sóbrio e profundo. No entanto, ambos determinam limites visuais e proclamam diversas percepções atmosféricas. A ruína é um produto da
decadência mas também a materialização da reminiscência, onde a questão do seu abandono e a estagnação no espaço e no tempo são factores complementares. Esta
imagem de declínio e desamparo observada, tanto em templos como em fortificações, constitui uma relação intrínseca entre espiritualidade, meditação e contemplação, em
que as atmosferas aí criadas exploram e demonstram estas noções de sagrado e profano, espaço cénico e memória na arquitectura. A ruína pode ser interpretada como
documentação física de um processo transformador, devido à sua forte conexão com o passado. Mas a ruína não resiste eternamente ao tempo, se não for de algum modo
preservada... É uma arquitectura corrompida e transformadora onde a dicotomia espaço/tempo está presente: espaço enquanto factor identitário e tempo enquanto
decadência linear inevitável.
Keywords
Meditação; Contemplação; Sombra; Ruína.
Document Type
Master thesis
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TID
201246490
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Open Access